▲ Namorar com um polícia II


É dormir sozinha mais vezes do que gostaria. É ter os horários trocados várias vezes. É não dar para fazer planos muito grandes nem a longo prazo. É estar preocupada desde que ele sai para trabalhar até chegar. É aprender a respirar fundo sempre que ouves as noticias, que estão quase sempre erradas e só dão uma imagem negativa da polícia. É habituar-me à constante presença de armas. É passar a conhecer os amigos/colegas dele pelo último nome. É adorar vê-lo de farda. É vê-lo sempre a observar tudo e todos nos sítios públicos. É perceber que o cansaço é algo normal e sestas são quase obrigatórias. É ficar toda inchada de orgulho dele. É fazer questão de lhe dizer várias vezes por dia e especialmente quando começa o turno que o amo. É vê-lo arriscar a vida dele todos os dias e a sociedade fazer dos criminosos as vitimas. É aprender a gostar do som do velcro. É perceber que ele não vai poder estar em todos os aniversários ou almoços de família. É saber os riscos que ele corre mas a profissão dele não ser considerada uma profissão de risco. É ouvir os comentários dos sabichões que não sabem nada mas estão sempre prontos para opinar. É sentar-me sempre de costas para a porta em sítios públicos. É esperar nunca receber aquela chamada. É ver os governos que não têm o mínimo respeito e proteção por quem arrisca a vida por nós.

▲ Desabafo


Entreguei o meu relatório de estágio acerca de um mês e desde de então que tenho enviado o meu currículo para a minha área e áreas similares mas esta semana desisti de mandar apenas para as minha área e mandei também para lojas de roupa e provavelmente vou levar uns currículos comigo quando for a centros comerciais porque simplesmente não dá para continuar em casa todos os dias.
Passo dias e dias sem sair de casa e por norma quando saio vou aos sítios do costume o que não me ajuda em nada, como não posso continuar sem ajudar nas despesas em casa. Já para não falar que cada dia que passa é mais um dia que atrasa todos os anos de sair de casa.
Honestamente achei que seria mais fácil porque sou elegível para estágio profissional do IEFP mas nem assim me ligaram para uma entrevista.

Enfim, foi apenas um desabafo de quem passa os dias sozinha e a matutar nisto tudo.

▲ Sair de casa


Qualquer pessoa fala em ir morar com o/a namorado/a quase desde do inicio, especialmente quando se começa a namorar enquanto moramos em casa dos pais. Eu e o meu namorado não somos excepção e já imaginámos mil e uma coisas. Só que essas conversas nunca foram muito a sério porque estudávamos e sabíamos que tão cedo isso não aconteceria.
Só que agora ele já trabalha e eu estou já ando à procura de emprego e daqui a uns meses vamos começar a decidir tudo o que está relacionado com sair de casa. Agora as conversas sobre isso são mais sérias e mais assustadoras, no bom sentido, do que antes mas ainda falta algum tempo até sairmos.
Estar em casa dos pais não implica grandes responsabilidades e é sempre seguro. Mas sair de casa é quase como dar um passo para o vazio, de repente tudo é responsabilidade nossa para o bom e para o mau e provavelmente também só nessa altura é que me vou sentir adulta.
E cada vez mais me perco no Pinterest a ver fotografias de decoração e vou pensando que coisas gostaria de ter na minha casa.
Como foram/estão a ser as vossas experiências de quando saíram de casa dos pais (sozinhas ou com namorado)?

▲ Mestrado [quase] terminado


Ainda nem acredito que já terminou*, ainda não estou bem em mim!!
Não foi nada fácil fazer o relatório de estágio, não tive sorte com a orientadora porque mal me orientou e por vezes orientou-me mal. Felizmente valeram-me as colegas de mestrado, que me apoiaram, tiraram imensas dúvidas e ajudaram sempre que conseguiram.
Termino o mestrado com a opinião que apenas serviu para gastar dinheiro e perder tempo porque de resto não me acrescentou nada. Não aprendi nada de novo o que é triste.
Mas agora está feito e fico feliz por terminar mais uma fase da minha vida. Agora vem o pior que é arranjar emprego mas pensamento positivo!



*Ainda falta a defesa mas para mim está terminado.

▲ A crise dos 25


Estou quase a fazer 25 anos. Por amor da santa como é que passaram tão rápido?! Sentir-me ainda uma criança também deve ajudar a esta sensação de "ainda ontem brincava com barbies".
Mas os vinte e cinco estão quase aí e não estou onde achei que estaria aos 25. Já acabei o meu curso e o mestrado está praticamente terminado. Mas achei que aos 25 já estaria a trabalhar, já teria saído de casa ou pelo menos já teria alcançado certas coisas. Só que não, sinto que podia ter feito mais coisas como por exemplo trabalhar em part-time. Só que eu pude não o fazer e a verdade é que acho que não teria terminado o curso e muito menos feito mestrado se já trabalhasse porque a minha vontade de ir para a faculdade era muito muito pouca.
E como o meu namorado trabalha (já à vários anos) sei que a nossa vida em conjunto já teria começado à mais tempo. Como temos amigos da nossa idade ou mais novos que já moram sozinhos (as)/com namorados (as) e nós aqui com a vida adiada em parte por minha causa tem alturas que me deixa meio desanimada.
Não sei, imaginei sempre que teria outra vida do que a que tenho atualmente. E o tempo passa tão rápido e não quero olhar para trás e sentir que perdi 25 anos.

Depois penso que a vida que a sociedade "traça" para toda a gente não é igual para todos, e que tudo tem uma razão de ser quando foge ao tal padrão. Só que as expectativas e sonhos continuam a assombrar-me.

Isto deve estar meio confuso, mas até eu estou confusa de palavras e sentimentos..

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